domingo, 8 de janeiro de 2017

O Tempo da Vida

 

Perdemos muito tempo em busca de coisas além de nossa felicidade. Viemos sem bagagem e voltaremos sem nada do que juntarmos. 

Quando o tempo acaba, vem o arrependimento de não ter dado valor ao que realmente importava. Mais sinistro é saber que não temos tempo. 

Somos um valor, uma breve luz de velas, diria até, passamos como uma 'estrela cadente', rápido,  sem chances de reprises. 

Lute por seus sonhos, mas não se esqueça que viver já é um sonho e você pode despertar no início, meio ou fim.

Nada garante que teremos tempo de pedir perdão, de dizer sinceramente: - eu te amo, de dar aquele abraço, sentir o calor alheio. 

O começo da  felicidade é a gratidão pelo já obtido. Valorize as coisas simples. No final, a vida será ceifada, cumprindo o destino de todos, ricos e pobres. 

Tirou um tempo  para admirar as estrelas e a lua? Percebeu que na falta de luz elétrica, o céu tem um brilho mais esplêndido? Talvez não reparou isso  porque estava brigando. 

Certas coisas na  vida só  podem ser percebidas na ausência de outras. Tudo depende de como você os enxergam, com que olhos veem. 

Não temos  tempo. Ele não nós pertence e pode ser tirado de nós a qualquer momento. 

Suas prioridades realmente deveriam ser prioridades? ONDE ESTÁ SEU CORAÇÃO?

Autor: Paulo Ricardo Pimenta da Cruz
Imagem: retirada do Google.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Foi tarde de mais

A vida é uma viajem. Você pode olhar pela janela e simplesmente ver tudo a se passar ou pode agir e mudar a direção.

Interessante, eu trilhava caminhos observando tudo, as plantas e os animais. As montanhas e rios, um delírio após o outro. Caminhava na beira dos rios e sentia o frescor das águas nos pés. O frescor da brisa no rosto acalentava o sol do meio dia. 

Mas percebi que a cada momento que se passava, tudo estava ficando diferente. As águas, quase sem vida se evaporavam, os animais se foram e a face das montanhas descobertas perderam sua beleza. Os cantos de pássaros cessaram.

Triste olhei para um pequeno posso de água que ainda lutava para viver e vi o reflexo de uma criatura diferente de tudo que conhecia. Olhei para os lados e vi marcas de suas mãos em todos os lugares. Me assustei quando percebi que as marcas eram minhas.

Descobri que a criatura era eu. Não era quem eu pensava. Eu mudei e transformei tudo ao redor. Me via em toda a parte. Minhas memórias me mostravam um lugar lindo que eu destruí, e isso me atormentava. Era tarde de mais. Não gostei disso, mas foi o que fiz.

Eu queria saciar minhas vontades. Colhi todas as flores e levei juntos os animais. Precisei de muita água, de espaço para então poder criar meu império. Limpei campos e sequei mananciais. Cavei poços, abri estradas, levantei casas e dominei os meus iguais. Tudo ficou cinza. 

Era tarde de mais. Percebi que nada tem sentido fora do lugar. Tudo se perdeu voltando para o lar. Descobri que destruí minha única casa tentando criar outra que não tinha muitas moradas. Fui egoísta.

Senti na pele o que eu fiz. Já não conseguia mais respirar, o ar estava cheirando mal. Não havia plantas ou rios. Boca seca clamava por frescor e proteção. Quem eu era? Quem sou? Eu gritei às estrelas mas nada escutei. Só escuridão encontrei.

Vi um reflexo numa suja poça de água e perguntei o que era? O fim da vida me disse: um erro da evolução, a quebra da harmonia, humano.



Autor: Paulo Ricardo Pimenta da Cruz

Nossos Corações

Existem ocasiões em que o ser humano
Sofre, se decepciona e chora
São tantas lutas, muitas dores
E ai percebemos a importância do coração.

Entre os seus bombardeios
Existem cálculos interiores
De complexa resolução:
Viver amando ou fugindo da realidade.

Às vezes, soma-se uma mágoa
Ou diminui-se um rancor,
Multiplica-se alguns ressentimentos 
E o coração continua a pulsar.

É bom imaginar
Que muitas foram as vezes
Que o coração teve forças para amar
Perdoar e se emocionar

Bate coração
Bate sem vontade de parar
Não se apresse, o caminho é longo
Ainda existem vários mistérios
Que você precisa desvendar.

Autor: Paulo Ricardo Pimenta da Cruz
Nota: Poema escrito quando cursava a 3° série do Ensino Médio, no Colégio Estadual Ilídia Maria Perillo Caiado. Publicado no livro - RODRIGUES, Euza Alves. Abrindo Caminhos: Prosa e Verso. Publik, 2009.